Um mês inteirinho sem escrever no blog. Toda vez que pensava em abrir o computador ou até mesmo em escrever no bloco de notas do celular, o mal-estar me impedia e eu preferia ficar deitada descansando. Na última quarta-feira, dia 12/4, completei 12 semanas de gestação. Pensei em recapitular semana a semana como foram meus sintomas, mas acho que nem vale a pena, porque basicamente se resumem a muito enjoo, vômitos e mal-estar.
Começaram por volta da 5ª semana. Vômitos ao menos duas vezes ao dia - alguns dias chegaram a cinco vezes - muita sensação de mal-estar e indisposição. Não tinha vontade de fazer nada, absolutamente nada, até para ficar deitada vendo televisão me sentia indisposta. Parecia que estava doente. Algumas vezes chorei por não aguentar mais estar me sentindo tão mal. Queria estar radiante, sorridente, animada, já pensando em arrumar coisinhas, pesquisando pela internet o que comprar etc. Mas a verdade é que não consegui.
Fiquei intolerante a cheiros. O cheiro da minha roupa lavada me enjoa (o que sempre adorei), o desodorante do meu marido me desespera, é impossível abrir a geladeira sem ter ânsia de vômitos - das poucas vezes que me forcei tive que correr para o banheiro -, não suporto ficar perto de coisas de papel (especialmente caixas de papelão, embalagem de papel de pão), acho horrível o aroma da comida sendo preparada pelos vizinhos (o que costumo sempre achar bom e melhor do que o da minha própria casa), tive que trocar de sabonete por um com menos perfume e também parei de usar qualquer tipo de perfume - o que para mim sempre foi equivalente a sair de casa pelada.
Perdi o ânimo de me arrumar, passar maquiagem, lavar e arrumar meu cabelo (os cremes que uso, geralmente tão cheirosos, também passaram a ficar difíceis de tolerar), até brinco eu parei de colocar (mais uma equivalência a sair sem roupa).
Tive a sorte de ficar de férias praticamente da 5ª à 10ª semana, quando, enfim, foi preciso voltar a trabalhar. Retornaria numa segunda e, já na terça, teria uma viagem a trabalho de três dias para a qual estava me sentindo super insegura. Não queria ir. Então decidi ligar na semana anterior e contar para minha chefe (que sabia por alto que eu fazia tratamento): ela não só foi muito compreensiva e carinhosa, como disse para eu não viajar e ainda ficar de casa na primeira semana. Ela diria à equipe que eu tinha feito um procedimento e precisava ficar de repouso. Assim foi feito e foi ótimo, pois passei bastante mal a semana toda, vomitando cerca de três vezes por dia.
Na semana seguinte eu voltei a trabalhar fisicamente, mas chegando um pouco mais tarde (devido ao enjoo matinal) e saindo, quando dava, um pouco mais cedo pra evitar o trânsito. No trabalho sobrevivi comendo tic-tac o dia inteiro e me alimentando a cada duas horas. Aliás, estar sempre com uma bala na boca alivia minha náusea, o que possivelmente vai me custar uma cárie, porque nunca comi tanta bala na vida. Curiosamente, não vomitei nenhuma vez lá, nem na rua ou no transporte (ainda bem!), mas cheguei em casa vomitando vários dias.
Como meu enjoo é tão forte, acho que acabou ofuscando os demais sintomas. Meus seios não estão doloridos e nem inchados, apenas coçam bastante. E já acho que estou barrigudinha, mas as pessoas no transporte público ainda não, pois ninguém me cedeu o lugar, por mais carinho que eu faça na barriga para chamar atenção.
Agora que completei 12 semanas, a indisposição e o mal-estar estão começando a melhorar. O enjoo e os vômitos continuam, mas ontem consegui até ir ao shopping comprar umas coisinhas para a casa nova. Ah sim, durante as férias nos mudamos também para um apê maiorzinho - daí minha intolerância ao cheiro de caixa de papelão, imagino - e eu não tinha conseguido arrumar nadinha...
Estou torcendo muito muito muito para que comigo aconteça como com a maioria das mulheres cujos enjoos desaparecem após as 12 semanas. Tenho medo verdadeiro de me enquadrar na minoria que passa a gravidez inteira enjoada. Mas acho que estou conseguindo melhorar. Só de ter conseguido sentar e escrever no computador já fico mais feliz.
Mas o mais importante de tudo é que os bebês estão se desenvolvendo bem, crescendo direitinho e lindinhos conforme o esperado. O próximo post será sobre o exame da translucência nucal.