Mostrando postagens com marcador cólicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cólicas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Cinco semanas e cólica forte com hora marcada

Na madrugada de sábado pra domingo, acordei sobressaltada sentindo uma cólica muito forte. Que me fez chorar de dor. Sabia que podia tomar Buscopan composto, mas não tinha em casa. Marido liga pra farmácia 24h, que primeiro não queria entregar no nosso endereço, e depois disse que só entregava acima de R$ 20 - nervosa e com dor, falo pro marido pedir mais um desodorante, sei lá. Como a dor continuava, liguei pro telefone de emergência da clínica. Como sempre, uma enfermeira atenciosa me disse que era normal e que era pra eu tomar o remédio de 6h em 6h.

A farmácia chegou, tomei o remédio e a dor foi aliviando. No domingo fiquei basicamente de repouso em casa. E de domingo pra segunda tive uma noite tranquila. Mas de segunda pra terça E de terça pra quarta eu acordei na madrugada com cólica fortíssima. De ontem pra hoje eu contei no relógio e durou cerca de 20 minutos a dor intensa.

Na terça de manhã uma médica da clínica me ligou, depois que relatei que quase desmaiei na hora que levantei pra pegar o remédio. Ela me disse que era normal, que até 12 semanas eu posso sentir isso, que se tiver sangramento também é normal. Como só tive a cólica, me tranquilizou. Mas, quando se repetiu pela terceira noite, fiquei assustada e perguntei se não devia antecipar a ultra. Responderam que sim, então vou fazer nessa sexta (24/2) em vez de só dia 2/3. Sei que não devemos conseguir ouvir o coração, mas estou apreensiva com essas cólicas, então prefiro fazer logo.

Quero crer que é apenas meu útero distendendo-se para abrigar meu bebê, mas é que a dor é tão, mas tão forte, que me dá medo de ser algo errado. Não faço ideia de como seja a dor de uma contração de parto, mas se eu tivesse que chutar, diria que são como as dores que senti nas últimas madrugadas. O curioso é que a dor forte aconteceu mais ou menos no mesmo horário nas três noites, como se fosse a cada 24 horas. Quando o pico da dor passa, volto a dormir e fico o dia inteiro bem, somente com cólicas leves vez ou outra, mas bem leve mesmo. Se alguém tiver sentido isso ou souber de alguém que sentiu, me conta?

Comecei a sentir também um pouco de enjôo e estou me policiando pra comer a cada duas horas. Hoje fiz assim e fiquei bem menos enjoada. Continuo indo trabalhar de carro e não de metrô. Pode ser uma precaução boba, mas, depois de tudo que passei, prefiro prevenir.

Ah, era pra eu repetir o beta amanhã, mas fiquei com medo e me antecipei. Fiz hoje o exame e o resultado foi 35.247. Ansiosa pelo que vai dar pra ver na ultra de sexta.

ATUALIZAÇÃO: Na noite passada eu NÃO tive cólica. Estava até com medo de dormir e sentir novamente a dor. Mas consegui dormir bem. Espero que continue assim.






quarta-feira, 27 de abril de 2016

De onde vem a calma?


Saltar de paraquedas. Ser trancada em um quarto lotado de morcegos, cobras, ratos, sapos e besouros de casca dura que fazem barulho quando batem na parede. Uma montanha russa em queda livre. Ser largada em alto mar. Ficar presa em um elevador lotado no 20o andar de um prédio. Perder o meu passaporte. Ser arremessada contra a janela numa curva num ônibus guiado pelos motoristas loucos do Rio de Janeiro. Me perder em uma floresta fria e escura. Dirigir sozinha à noite em um lugar desconhecido. Ficar num barco à deriva em um mar com tubarões.

Poderia continuar esse exercício de imaginação por horas. Mas nada, nada, nada me dá mais medo, tensão e pânico do que o dia do Beta hCG. Um dia tão ansiado, que parecia tão longe, mas que, agora que chegou, eu quero que continue se afastando. É paradoxal, eu sei, mas é que dá tanto medo de enfrentá-lo. Como aquela prova da escola na qual você não sabe direito como se saiu e fica torcendo pro professor demorar a entregá-la. Mas não tem jeito: uma hora ela será entregue e você saberá a sua nota.

Nas outras vezes eu acabei não comprando, mas cogitei fazer um teste de farmácia antes do dia do Beta. Nessa quarta FIV e terceira implantação, é tanto medo que isso sequer passou pela minha cabeça. Jamais teria coragem de fazer um exame de farmácia. Estou sem coragem de ir amanhã fazer o Beta. Quer dizer, o problema não é fazer o exame, porque tive que aprender dizer adeus à minha fobia de agulhas, mas pegar o resultado. Entrar no celular, digitar o código e senha e ver aquele verdinho indicando que está pronto. Só de imaginar me dá frio na barriga. Eu não quero mais um negativo.

Dessa vez não terei coragem de olhar. Vou pedir que o marido o faça.

Nesse D12 (ou D11, se considerar o dia da transferência como o D0) o que senti de diferente:

  • Azia na hora de comer. Almoço foi escondidinho de batata doce com carne moída, cenoura, couve-flor e vagem e suco de abacaxi. Não costumo ter azia, mas pode ter sido alguns desses alimentos ou a reação de alguns dos remédios. São tantos que já nem sei mais qual pode causar o quê.
  • Umas pontadas de dores nas costas. Mas pode ter sido porque dormi mal, porque trabalho sentada muitas horas, porque dirijo no mínimo duas horas por dia.
  • Quando cheguei em casa do trabalho medi a temperatura e estava 37.0 graus. Achei elevada, mas sei que não foi tirada nas condições ideias, após o sono, em repouso. Foi depois de todo um dia de trabalho - passado todo ele no ar-condicionado e depois mais ar-condicionado no carro, por isso achei um pouquinho alto. Mas vai saber, né...
  • Seios levemente enrijecidos, mas não doloridos. O que pode ser pura e simplesmente efeito de toda progesterona e estrogênio que meu corpo está absorvendo pelos remédios.
Só me resta tentar manter a calma e fazer o teste, como esse pôster de Keep Calm (ninguém aguenta mais, eu sei) que achei me sugere. 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

D7: à procura dos sintomas perfeitos

Eu jurei para mim mesma que não ia surtar e ficar procurando saber os sintomas de todas mulheres que já fizeram uma transferência embrionária no Brasil e no mundo. Juro, eu já perdi muitas horas de sono lendo comunidades e mais comunidades do BabyCenter, e eu prometi pra mim que não continuaria com isso, porque, no fim das contas, não ajudava tanto. Mas, nada como uma nova FIV e uma nova implantação para eu me pegar, de novo, frenética do Google:


É porque é muito estranho você ter a plena certeza de que pode estar grávida - afinal eu fiz uma FIV e sei que um embrião foi implantado - mas não ter como saber se realmente está ou não. Então qualquer coisinha que você sinta se torna um possível sintoma de um positivo. Já estive nessa situação inúmeras vezes, pelo menos 43, dos últimos ciclos de tentativas, e queria ser evoluída o suficiente para não me colocar de novo nessa posição, mas, infelizmente, eu não sou.

Dessa vez, o que acho que estou sentindo (digo acho porque, das outras vezes, eu senti algumas coisas e nenhuma delas se provou como um sintoma, já que nunca tive um positivo):

  • Cólicas: são fracas, são intermitentes, não se parecem com cólicas menstruais, às vezes vêm como pequenas pontadas.

  • Sono: há cerca de um mês que meu horário de trabalho mudou e eu passei a sair de casa às 6h30, então, por um lado, acho que o sono é normal. Por outro, tem horas que parece que tô mais sonolenta que o normal (tipo agora, escrevendo nesse feriado, bocejei mil vezes).
  • Barriga inchada/dura: já falei que possivelmente é um efeito da injeção de heparina que estou tomando toda noite. Tá tão inchado que daqui a pouco não consigo mais uma dobra de gordura para a injeção ser aplicada.
  • Coceira: também pode ser um efeito da progesterona que estou usando de oito em oito horas.
E assim passam-se as horas do dia (quando é feriado, né, porque durante o trabalho não sobra tempo pra pesquisar - embora não vá negar que já tenho ido pro banheiro com o celular só para dar um Google em algum sintoma recém-sentido). Eu sei, eu sei, sei mesmo, que não adianta ficar um busca dos sintomas perfeitos, que cada corpo é um corpo e cada mulher sente de uma forma. Eu sei, mas às vezes esqueço... será isso um sintoma?